Nova Terra

O planeta está passando por uma transição... a Terra deixa de ser um planeta de expiações e provas e aos poucos vai se tornando num planeta de regeneração. Por isso falamos “regeneração planetária”. E os seus habitantes, humanos, precisam evoluir juntos... se regenerar no amor e, acima de tudo, entender que não somos os únicos habitantes deste planeta. Não somos, em absoluto, os donos da Terra. Dividimos este planeta Azul com o reino animal, vegetal e mineral... e precisamos respeitar todos eles com amorosidade. É necessário que tenhamos compreensões básicas, como a de que somos parte da natureza... quando defendemos a natureza, estamos defendendo a nós mesmos. Não existe e nunca existiu essa separação. Se já tivéssemos essa clareza, creio que a raça humana não estaria passando por essa prova tão dolorida. Dolorida em diversos sentidos.

O processo de regeneração foi acelerado e, consequentemente, a raça humana está sendo obrigada a evoluir. O progresso, uma das nossas leis naturais, nos puxa neste momento. E não, não é um processo injusto. Foi nos dado mais de 2 mil anos, para que agíssemos no amor. Para que amassemos o nosso próximo como a nós mesmos. E cadê? Nem a nós mesmos conseguimos amar... Nos comportamos como mariposas que não conseguem enxergar que a luz para a qual estão indo, queimará suas asas, tirará sua vida.

Não aprendemos a ver o outro, como irmão, quanto mais como parte de nós mesmos. O outro é o outro e a fome que ele sente não é nossa. Não habitamos na sua África. O sol que queima o chão do seu sertão, não queima a minha pele com protetor solar. Nem as Áfricas que existem nas beiras das nossas cidades, nos incomodam. Seguimos nossas vidas olhando para as nossas pequenas caixas de luz... o portal para as vidas perfeitas, cheias de filtros mentirosos que nos leva à ansiedade e depressão.

A vida que tiramos, com muito sofrimento, para nos alimentar, é só a vida de um animal. De um “outro”, que não é nós. As grandes feridas que abrimos no próprio planeta, para arrancar minérios... causando desequilíbrios e desastres que arrastam cidades inteiras na lama em suas Minas Gerais... As árvores que cortamos, queimamos, são só arvores... está muito distante dos humanos que somos... e quando muito, está a nos servir de alguma forma. São escravas, assim como os animais, que estão sempre nos servindo: seja para a nossa alimentação, nossas vestimentas, com sua força, nos servindo como cobaias nos laboratórios, para testar o sabonete que vamos tomar o nosso banho; nos proporcionando diversão nos zoológicos, parques, arenas de touradas... ou, quando menos, nos servindo de companhia para nossas vidas destroçadas de solidão.

Enfim... tudo que precisávamos era ter aprendido uma única coisa com o Mestre: amar o nosso próximo. E claro, entender com amorosidade e gratidão, que o nosso próximo não é só o humano em pé do nosso lado. Só isso. Tão pouco, mas fomos incapazes.

Porém, és que é chegado a hora. Jesus está voltando. Neste momento ele está voltando ao seu reino. Do qual ele nos falou na sua oração: “Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o teu nome. Venha a nós o vosso reino”... Ele está voltando neste instante no coração de cada um de nós. Voltando ao seu reino. Nos regenerando com o seu amor.

E com essa consciência, nos tornamos mulheres e homens adultos. Pois o planeta não pode mais ser habitado por uma raça humana infantil. “Venha nós ao nosso reino”, pois é chegada a hora de evoluir no amor do Cristo.

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